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PENSAMENTO SISTÊMICO E CONSTELAÇÃO FAMILIAR

Atualizado: 06/03/2019

PENSAMENTO SISTÊMICO E CONSTELAÇÃO FAMILIAR

PENSAMENTO SISTÊMICO E CONSTELAÇÃO FAMILIAR
Publicado em CONSTELAÇÃO FAMILIAR, MEDIAÇÃO E CONCILIAÇÃO

            Muitas pessoas me perguntam sobre o pensamento sistêmico e as constelações familiares e como elas podem ser úteis no cotidiano e nas profissões. O que relatarei aqui será a minha experiência pessoal.

            Primeiramente é necessário destacar que todos nós fazemos parte de sistemas: familiar, profissional, social, cultural etc. Para ficar mais claro: cada um de nós pertence a um tipo de família; cada um de nós participa ou já participou de um grupo escolar; outros, de profissões específicas (advogado, médico, contador, psicólogo, empresário, do lar etc.); outros, ainda, de sistemas da academia, do grupo de amigos, de pais, de palestrantes, de religião e por aí vai. Em cada um destes sistemas há regras explícitas ou implícitas e nós nos comportamos de diferentes maneiras em cada um deles.

            Identificados os sistemas a que pertencemos, passamos a “pensar” e agir da forma que cada um deles exige. O meu primeiro contato foi numa sessão de coaching com a Fabiana Quezada, da Sociedade Brasileira de Direito Sitêmico – SBDSis. A partir daí comecei a enxergar, entender e pensar diferentes formas que poderiam expandir continuamente minha capacidade de criar os resultados que realmente desejava.

           O pensamento sistêmico é uma nova forma de abordagem que compreende o desenvolvimento humano sobre a perspectiva da complexidade; para percebê-lo, a abordagem sistêmica lança seu olhar não somente para o indivíduo isoladamente, considera também seu contexto e as relações aí estabelecidas. 

          Pensar sistemicamente me propiciou um novo olhar para o mundo, para o homem e, conseqüentemente, uma mudança de postura que me ajudou a ampliar o foco e entender que o indivíduo não é o único responsável por ser portador de um sintoma, mas sim que existem relações que mantêm este sintoma, este sistema. Portanto, passei do olhar cartesiano para o sistêmico. Mas confesso que é um treino diário.

            Nas sessões de coaching eu queria descobrir os motivos pelos quais minha profissão tinha ascensão e, de repente, estacionava e começava a declinar. Dentre as ferramentas utilizadas para chegar a estas respostas, a constelação familiar foi a que mais me atraiu e trouxe resultados rápidos. Todas as respostas estavam comigo e eu tive a ajuda da profissional certa para acioná-las.

            Na constelação familiar eu tive a oportunidade de conhecer como acionar as informações que estão no subconsciente; os motivos que me impediam de crescer profissionalmente; porque eu me auto sabotava na vida pessoal e na vida profissional. Também me deu a oportunidade de mudar minha visão de como tratar as crianças, isto é, o que posso falar e o que seria muito bom não falar para que elas possam ter uma vida de criança e de adulta muito melhor. Vou lhes dar alguns exemplos. Quando meus sobrinhos falavam super felizes "tirei nota 10 na prova", eu respondia “não fez mais que sua obrigação”, eu não dava qualquer incentivo ou reconhecimento pelo esforço. Entretanto, quando tiravam nota abaixo de 10 eu dizia “por que não tirou 10?” Inconscientemente eu estava dizendo que eles eram incapazes e diminuía ou anulava todo o esforço pelo estudo, além de deixar de questionar se existia algo para ter tirado uma nota baixa. Além dos problemas escolares, na vida adulta como eles reagirão se não forem os melhores na vida profissional (somente nota 10)? E se eles pensarem que realmente não são bons e carregarem a baixa autoestima?

            Também vieram à tona frases que já ouvimos em algum de nossos sistemas, tais como “você é feio”, “você não sabe fazer nada direito”, “você não é todo mundo”, “o que os outros vão dizer de você?” e por aí vai. Estas frases ficam no subconsciente e acabam impedindo ou emperrando a vida pessoal e a vida profissional. E isso é chamado de crença limitante.

            Eu sou uma pessoa controladora na vida pessoal e na vida profissional. Em uma constelação familiar eu descobri o motivo. Confesso que ainda estou me adaptando com a informação obtida e estou menos controladora, o que me permitiu trabalhar melhor e a dar mais autonomia a quem trabalha comigo e está a minha volta. Ser controladora pode ser uma virtude ou um defeito; eu prefiro a virtude, por isso as adaptações. E garanto que os resultados são maravilhosos.

            As perguntas feitas a mim (e pensei que seriam fáceis de responder) foram: o que você deseja para sua vida?Por que? Por que escolheu esta profissão? Está feliz com ela? Aonde quer estar daqui 5, 10, 20 anos? Qual a sua relação com o dinheiro? Como está sua vida financeira? Como está sua saúde? E sua vida afetiva? Quais são suas crenças limitantes?

            Ainda estou trabalhando muitas dessas questões, afinal as mudanças não acontecem da noite para o dia; mas o primeiro passo dependeu apenas de mim. As minhas relações com clientes, com colegas de trabalho, com minha família e comigo mesmamudaram para melhor.

            Também é bom mencionar que o pensamento sistêmico e as constelações familiares se aplicam a todas as áreas: direito, contabilidade, arquitetura, medicina, psicologia, administração de empresas, engenharia, corporativa, societária, educacional etc.

           Na esfera jurídica está sendo bem difundida com o Juiz de Direito SamiStorch, na Bahia; com o promotor de Justiça Elkio Uehara, em Itajubá, MG; com o Juiz de Direito YulliRoter, em União dos Palmares, AL. Com os vários projetos desenvolvidos em vários Tribunais de Justiça do Brasil. Com as várias Comissões de Direito Previdenciário das Ordens dos Advogados do Brasil em várias Seccionais e Subseções brasileiras.

            É oportuno esclarecer que o pensamento sistêmico e as constelações familiares são ciências que encontram fundamentação na física quântica e se utilizam de técnicas de coaching, programação neurolinguística, dentre outras.

            Muito embora sejam técnicas utilizadas para a pacificação de conflitos, não devem ser confundidas como uma cultura simplista ou, muitas vezes usadas de forma pejorativa, de “paz e amor”. Quando se pacificam os conflitos nos diversos sistemas que integramos, a vida fica mais leve, o ambiente fica mais agradável. As pessoas se comunicam melhor e se tornam mais produtivas. Muitas idéias surgem para, então, chegar à melhor idéia. As responsabilidades e corresponsabilidades são entendidas e assumidas.

            Para finalizar, também creio ser oportuno mencionar que o pensamento sistêmico e as constelações familiares apresentadas nesta matéria não têm o condão de fins terapêuticos, de auto ajuda, de religião ou fé, de impunidade.

 


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